A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quarta-feira (11) a terceira fase da Operação Barco de Papel, que investiga irregularidades na compra de letras financeiras do Banco Master. Durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão em Balneário Camboriú, no litoral catarinense, um dos alvos da operação arremessou dinheiro pela janela do apartamento onde estava.
O suspeito, identificado como I.P., jogou notas de R$ 100 e R$ 200 do nono andar do edifício Paganini Tower, na Rua 901, região central da cidade. Policiais que atuavam nas imediações recolheram parte do dinheiro. Dentro do imóvel, os agentes apreenderam ainda uma mala forrada com cédulas, dois carros de luxo — uma BMW X6 e um Porsche Macan — e dois celulares.
Segundo a PF, a nova fase da operação tem como objetivo localizar e recuperar bens e valores que teriam sido retirados do imóvel de Deivis Marcon Antunes, ex-presidente da RioPrevidência e principal investigado no esquema. Antunes foi preso na véspera, em Itatiaia, no interior do Rio de Janeiro.
As ordens de busca e apreensão foram expedidas pela 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, com base em indícios de obstrução de investigação e ocultação de provas. Além do imóvel em Balneário Camboriú, os agentes cumpriram um mandado em Itapema, também no litoral catarinense.
A operação teve apoio da Delegacia da Polícia Federal em Itajaí. A prisão de dois irmãos em Itapema, na semana passada, motivou o avanço das investigações.
A Operação Barco de Papel apura a aplicação de cerca de R$ 970 milhões da RioPrevidência em letras financeiras do Banco Master entre novembro de 2023 e julho de 2024. A instituição foi liquidada pelo Banco Central. As autoridades investigam se houve desvio de recursos e má gestão dos investimentos.
Até o momento, I.P. e sua esposa permanecem em liberdade. A Polícia Federal informou que não descarta pedir a prisão preventiva do casal. O valor total do dinheiro apreendido ainda não foi divulgado.












