Um relato de uma paciente chama atenção para a importância do acolhimento e da humanização no atendimento do Pronto Atendimento de Araquari.
A mulher afirma que foi encaminhada à unidade na madrugada de 23 de agosto, após uma emergência relacionada à ingestão de uma quantidade elevada de medicamentos. Segundo ela, a equipe responsável pelo atendimento pré-hospitalar foi atenciosa durante o encaminhamento.
No Pronto Atendimento, porém, a paciente relata que se sentiu desamparada. Conforme o relato, ela estava consciente, mas emocionalmente fragilizada, e teria permanecido por um período sem receber uma abordagem adequada da equipe.
A paciente afirma ainda ter ouvido risos e comentários feitos por profissionais durante o atendimento. Entre as falas, segundo ela, teria sido feita uma referência a uma possível festa, sugerindo que teria procurado a unidade apenas para dormir.
Ainda conforme o relato, a mulher chorava intensamente enquanto permanecia no leito. Uma paciente que estava próxima teria percebido a situação e chamado o esposo dela.
Em outro momento, um profissional de enfermagem teria oferecido uma medicação e perguntado sobre alergias. Ao questionar qual remédio seria administrado, a paciente afirma que recebeu a informação de que se tratava de um medicamento para reduzir a pressão arterial.
Por ter pressão normalmente baixa, ela questionou a administração e pediu esclarecimentos. Segundo o relato, o profissional informou que conversaria com a médica responsável.
A paciente também relata ter presenciado conversas e brincadeiras durante a troca de plantão que considerou inadequadas diante do ambiente e da situação dos pacientes.
Atendimento após troca de equipe
A situação, segundo a mulher, mudou após a troca da equipe.
Ela afirma que foi atendida por uma médica que demonstrou atenção e acolhimento, ouviu seu relato, avaliou sua condição e aferiu pessoalmente sua pressão arterial, que estava em 10 por 8.
Após a avaliação, a paciente relata que recebeu a conduta adequada e passou a se sentir mais segura e tranquila.
Apesar das críticas, a mulher ressalta que não pretende generalizar o comportamento dos profissionais da unidade. Ela reconhece a existência de servidores comprometidos e destaca positivamente o atendimento recebido posteriormente.
O relato levanta a discussão sobre a importância da humanização nos serviços de saúde. Para a paciente, quem procura atendimento em uma situação de vulnerabilidade precisa receber não apenas assistência técnica, mas também respeito, escuta e dignidade.
O Araquari News procurará a Secretaria Municipal de Saúde de Araquari para obter um posicionamento sobre o caso e os protocolos adotados em situações semelhantes. O espaço permanece aberto para manifestação da Prefeitura e dos profissionais citados.




