A Justiça de Santa Catarina decidiu levar a júri popular os dois acusados pelo assassinato do vigia Edson João da Silva, de 47 anos, morto a facadas dentro da Escola Municipal Rosalvo Fernandes, em Araquari. O crime aconteceu nas primeiras horas da manhã de 28 de março de 2025.
Segundo a decisão da 2ª Vara da Comarca de Araquari, o réu L.V continuará preso preventivamente, enquanto J. F. O responderá em liberdade com medidas cautelares. Ambos foram pronunciados por homicídio simples, conforme o artigo 121 do Código Penal.
O processo aponta que L pulou o muro da escola e atacou a vítima com diversos golpes de faca. Já J teria ficado do lado de fora, supostamente garantindo que a ação não fosse interrompida. Após o crime, os dois fugiram do local de bicicleta.
As investigações incluíram imagens de câmeras de segurança, apreensão de objetos usados no crime e testemunhos colhidos pela polícia. Durante o interrogatório, L confessou ter esfaqueado a vítima, alegando estar sob efeito de álcool e drogas. Ele disse ainda que o ataque ocorreu após um susto ao entrar no colégio. J negou envolvimento.
O Ministério Público havia incluído uma qualificadora por dificultar a defesa da vítima, mas o juiz descartou esse agravante. A análise indicou que Edson percebeu a movimentação dos suspeitos antes da agressão, o que afasta a hipótese de emboscada.
A data do júri ainda será definida.




