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Esporotricose em Santa Catarina: aumento de casos em humanos e gatos preocupa autoridades

A esporotricose é uma doença fúngica que tem registrado crescimento expressivo em Santa Catarina nos últimos anos. Causada pelo fungo Sporothrix schenckii, a infecção cutânea é transmitida principalmente pelo contato direto com gatos infectados, sendo uma zoonose de alta transmissão em áreas urbanas do estado.

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De 2021 a junho de 2025, foram notificados 650 casos de esporotricose em animais — principalmente gatos — e 140 casos em humanos em todo o território catarinense, segundo dados da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE) apresentados em seminário na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc). Esses números evidenciam a rápida disseminação da doença, especialmente em centros urbanos.

A transmissão ocorre quando o fungo penetra na pele através de cortes ou feridas abertas, sendo o contato com gatos doentes, que apresentam lesões principalmente no rosto, patas e cauda, a principal forma de contágio para humanos. A esporotricose pode causar feridas que demoram a cicatrizar e, em casos mais graves, afetar pessoas com sistema imunológico comprometido.

Municípios como Itajaí, Florianópolis e Joinville estão entre os mais afetados em Santa Catarina. Em Itajaí, por exemplo, entre 2022 e maio de 2025, foram registrados 177 casos suspeitos em humanos e 515 notificações em gatos, mostrando o avanço da doença no litoral catarinense.

Para evitar a propagação da esporotricose, as autoridades de saúde recomendam o isolamento e tratamento dos gatos infectados com antifúngicos, como o itraconazol, além do uso obrigatório de luvas e cuidados na manipulação dos animais. Pessoas com feridas na pele que não cicatrizam devem procurar atendimento médico imediato para diagnóstico e tratamento.

Desde 2021, a esporotricose é de notificação obrigatória em Santa Catarina, o que permite um melhor monitoramento e controle dos casos. Apesar disso, o aumento nos registros indica a necessidade de reforçar ações de prevenção, controle de animais de rua, castração e campanhas de conscientização pública.

A população deve ficar atenta aos sinais da doença em gatos e humanos, evitando contato direto com animais com feridas suspeitas e adotando medidas de higiene. O combate à esporotricose depende de ações integradas entre poder público, veterinários e a comunidade para controlar essa zoonose que afeta a saúde pública em Santa Catarina.

 

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