Moradores e proprietários de terras da região do Quiriri iniciaram uma mobilização contrária à proposta de criação do Parque Nacional Campos do Quiriri. Um abaixo-assinado está sendo divulgado para reunir apoio da população e questionar os impactos da medida.
De acordo com integrantes do movimento, que reúne membros da sociedade civil e profissionais com formação jurídica, a principal preocupação é que a criação de um Parque Nacional — uma das categorias mais rigorosas de Unidade de Conservação — pode impedir atividades humanas na área e resultar em desappriações de propriedades que pertencem a famílias que vivem na região há décadas.
O grupo destaca que o território já conta com Áreas de Proteção Ambiental (APAs), consideradas suficientes para garantir a preservação do meio ambiente de forma mais inclusiva. Segundo os moradores, a comunidade local sempre atuou na conservação da região e tem condições de continuar protegendo o patrimônio natural.
Outro ponto levantado é o custo das desapropriações, considerado elevado. Para o movimento, esses recursos poderiam ser direcionados a políticas públicas voltadas à educação ambiental, ao turismo sustentável e à valorização das populações tradicionais que vivem no local.
Também há críticas à estrutura do ICMBio, que, segundo os organizadores, enfrenta falta de servidores para administrar as unidades existentes, enquanto novos parques continuam sendo propostos.
A mobilização segue com a coleta de assinaturas e a divulgação do tema, enquanto a comunidade pede diálogo e alternativas que conciliem preservação ambiental e permanência das famílias na região.












