Nesta segunda-feira, 11, a Câmara de Vereadores de Joinville aceitou por unanimidade no plenário o pedido de abertura de uma comissão processante contra o vereador Mauricinho Soares. A decisão ocorreu após o vereador ser preso novamente na última sexta-feira, 7, durante a segunda fase da Operação Profusão.
O pedido foi apresentado pelo presidente da Câmara, Diego Machado, e teve o apoio de todos os vereadores presentes, com exceção do próprio proponente e do vereador Érico Vinicius, que faz parte da mesa diretora. A abertura da comissão processante tem o objetivo de investigar as possíveis irregularidades cometidas por Mauricinho Soares e pode resultar na cassação de seu mandato.
A decisão de abrir o pedido de comissão processante foi tomada após uma reunião entre a assessoria jurídica da Câmara, a mesa diretora e os membros da comissão de ética. Além das acusações relacionadas à Operação Profusão, a comissão também irá apurar se o vereador feriu o código de ética e decoro ao ser flagrado portando uma arma sem registro.
O presidente da Câmara ressaltou que a proposta de abertura da comissão surgiu a partir das informações fornecidas pela Polícia Civil sobre a suspeita de participação de Mauricinho Soares no esquema de fraudes no sistema do Detran. A comissão processante terá 90 dias corridos para realizar as investigações e tomar uma decisão. Posteriormente, essa decisão será submetida ao plenário da Câmara para ser votada.
A comissão processante será composta por três vereadores sorteados: Cleiton Profeta, do PL; Kiko do Restaurante, do PSD; e Cassiano Ucker, da União. Eles terão a responsabilidade de analisar as provas e depoimentos relacionados ao caso, levando em consideração os princípios legais e éticos que regem o exercício do mandato parlamentar.
A abertura da comissão processante demonstra o compromisso da Câmara de Vereadores de Joinville em investigar possíveis irregularidades cometidas por seus membros e garantir a transparência e a ética no exercício da função pública. A decisão final sobre a cassação do mandato de Mauricinho Soares caberá ao plenário da Câmara, que tomará essa decisão com base nas conclusões apresentadas pela comissão processante.












