Um caso que ganhou grande repercussão em Balneário Barra do Sul teve um novo desdobramento após a Justiça determinar o arquivamento da investigação envolvendo um empresário acusado de suposto abuso sexual contra a própria filha. A decisão ocorreu após o Ministério Público concluir que não havia provas suficientes para sustentar a denúncia.
A investigação começou em agosto de 2025, depois que uma escola da rede municipal comunicou às autoridades um suposto comportamento da criança dentro da unidade. A partir disso, o caso passou a ser acompanhado por órgãos competentes, incluindo Conselho Tutelar, Polícia Civil e Ministério Público.
Durante o processo, foi realizado exame de corpo de delito, que não apontou sinais de violência. Outro ponto considerado importante para o arquivamento foi o depoimento da criança, de 7 anos, realizado com acompanhamento de psicóloga forense. Segundo os autos, ela negou ter sofrido abuso e afirmou ter reproduzido uma história ouvida na escola.
Com base nos elementos reunidos durante a investigação, o Ministério Público se manifestou pelo arquivamento, entendimento posteriormente aceito pela Justiça.
Após a decisão, o pai da criança, passou a questionar publicamente a atuação da unidade escolar. Segundo ele, a filha teria sido pressionada a confirmar a história durante conversas dentro da escola.
“Foi chamada dentro da escola, um lugar que deveria proteger. Imagina isso na cabeça de uma criança sem entender nada”, declarou.
A família informou ainda que apresentou denúncia ao Ministério Público por suposta denunciação caluniosa, coação, manipulação de menor e abuso de autoridade. Também foi anunciada uma possível ação civil contra o município.
Após toda a repercussão, a criança foi transferida de escola. O empresário também relata prejuízos emocionais, psicológicos e comerciais causados pela exposição pública do caso, que segue gerando debates sobre proteção infantil, atuação escolar e os impactos de investigações posteriormente arquivadas.









