Uma moradora de Araquari denunciou um possível caso de negligência em atendimento na Unidade Básica de Saúde (UBS) do bairro Itinga, após apresentar sintomas graves semelhantes a infarto na manhã desta terça-feira (17).
De acordo com o relato, a mulher estava na casa de familiares quando começou a sentir uma forte taquicardia, chegando a aproximadamente 198 batimentos por minuto, além de dor e dormência no braço esquerdo, formigamento no rosto, náusea e falta de ar — sinais considerados de emergência médica.
Diante da situação, ela foi levada pelo irmão até a UBS Mário Tito Salvador, no bairro Itinga. Ao chegar na unidade, a paciente afirma que pediu atendimento imediato, relatando a suspeita de infarto. No entanto, segundo ela, foi orientada a aguardar, mesmo com o agravamento dos sintomas.
Ainda conforme o relato, uma técnica de enfermagem teria informado que o atendimento não poderia ser realizado no local por ela não ser cadastrada na unidade, orientando que procurasse o Pronto Atendimento (PA) ou sua UBS de referência. A paciente também afirma que solicitou o acionamento de uma ambulância, mas não foi atendida inicialmente.
Com o quadro piorando, a própria paciente tentou acionar socorro por telefone. Neste momento, a equipe teria iniciado a verificação dos sinais vitais. Logo após, ela desmaiou e acordou já na sala médica, onde recebeu atendimento.
Segundo a paciente, o médico questionou a equipe sobre o motivo de não ter sido encaminhada antes. Em seguida, ela foi transferida ao Pronto Atendimento com suspeita de infarto.
Após avaliação, foi constatado que o caso se tratava de uma arritmia cardíaca. Apesar de não ter sido confirmado infarto, a situação gerou indignação, principalmente pela recusa inicial de atendimento diante de um quadro considerado urgente.
A moradora informou que pretende registrar denúncia na ouvidoria, cobrando apuração da conduta dos profissionais envolvidos e reforçando a necessidade de atendimento imediato em casos de urgência, independentemente da unidade de referência do paciente.
A Secretaria de Saúde de Araquari ainda não se manifestou sobre o caso até o momento. O espaço segue aberto para posicionamento.
O caso levanta um alerta sobre a importância do atendimento rápido e humanizado na rede pública de saúde, especialmente em situações com risco à vida, onde cada minuto pode ser decisivo.











