As empresas estatais da União e dos estados registraram um déficit de R$ 7,2 bilhões entre janeiro e agosto de 2024, segundo dados do Banco Central (BC). Esse valor representa o maior déficit desde o início da série histórica, que começou em 2002. O rombo ocorre durante a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
As estatais federais acumularam um déficit de R$ 3,3 bilhões, enquanto as empresas estaduais somaram R$ 3,8 bilhões em prejuízos. O déficit acontece quando os gastos das empresas superam suas receitas. Importante ressaltar que os números do relatório não incluem empresas como Petrobras e instituições financeiras, como o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal.
As estatais federais são divididas entre aquelas que dependem de recursos do Tesouro Nacional e outras independentes, como os Correios. No início de outubro, o governo federal apresentou ao Congresso um projeto com novas regras para as estatais, visando reduzir a dependência financeira do Tesouro. Atualmente, 17 estatais recebem aportes do governo, com gastos regulados pelo arcabouço fiscal.
Entre as estatais que recebem esses recursos estão a Embrapa, focada em pesquisas agropecuárias, a Codevasf, que realiza obras públicas, e a Conab, responsável pela gestão de estoques de produtos agrícolas.
A proposta do governo busca melhorar a eficiência das estatais, reduzir os déficits e aliviar o impacto sobre as contas públicas.




