Um novo estudo internacional revelou que crianças que recebem o primeiro celular antes dos 13 anos têm mais chances de desenvolver problemas de saúde mental na vida adulta. A pesquisa analisou dados de 100 mil jovens adultos e encontrou um padrão preocupante: quanto mais cedo o contato com o smartphone, maiores os riscos de complicações emocionais e comportamentais.
Entre as meninas, o levantamento mostrou que quase metade das que ganharam celular aos 5 ou 6 anos relataram pensamentos suicidas anos depois, contra 28% das que tiveram o primeiro aparelho apenas após os 13 anos.
Nos meninos, os efeitos foram diferentes: a exposição precoce esteve ligada a impulsividade, agressividade e dificuldade de manter relações sociais. Em ambos os sexos, os pesquisadores observaram sintomas como ansiedade, distanciamento social e noites mal dormidas.
Segundo os especialistas, os impactos estão diretamente relacionados ao ambiente criado pelo uso do smartphone. Fatores como exposição constante às redes sociais, comparação com padrões irreais, risco de cyberbullying e ausência de limites claros entre vida online e offline são apontados como principais desencadeadores.
📊 Cenário no Brasil
O estudo ganha ainda mais relevância diante do avanço do acesso digital entre as crianças brasileiras. Dados recentes mostram que, entre 0 e 2 anos, o uso de internet saltou de 9% para 44% desde 2015. Já entre 6 e 8 anos, mais de 36% das crianças possuem celular próprio.
Os especialistas alertam que a definição de limites e o acompanhamento familiar são fundamentais para reduzir riscos e promover um uso saudável da tecnologia desde cedo.











