Estudo revela que tributos elevam os preços e impactam o orçamento das famílias; reforma tributária pode trazer mudanças nos próximos anos
Comprar material escolar está mais caro do que nunca para as famílias brasileiras. Um estudo do Instituto Locomotiva e QuestionPro revelou que 85% dos lares do país sentirão o peso das compras neste ano e, para aliviar os gastos, um terço das famílias pretende parcelar as despesas. Mas o grande vilão dos altos preços pode estar nos impostos.
Segundo o levantamento do Impostômetro do Instituto Brasileiro de Gestão e Planejamento Tributário (IBGPT), uma lista com 13 itens escolares, avaliada em R$ 191,41, poderia ser 39,29% mais barata se não houvesse a cobrança de tributos indiretos. Os principais impostos que encarecem esses produtos são o PIS, Cofins e IPI, que são federais, além do ICMS, cobrado pelos estados.
Entre os itens mais afetados pela tributação está a caneta, com 51,70% de impostos. Um kit com quatro unidades poderia custar R$ 2,89, mas é vendido por R$ 5,99. A régua escolar, por exemplo, tem 43,91% de carga tributária, fazendo com que o valor de R$ 3,87 salte para R$ 6,90. A tributação sobre a tesoura sem ponta chega a 41,47%, enquanto uma caixa de tinta guache tem 41,44% de impostos embutidos no preço final












