Um jovem de 20 anos é alvo de uma investigação em Porto União, Santa Catarina, após a publicação de uma imagem de um gato morto em suas redes sociais, supostamente utilizada em um ritual satânico. A Polícia Civil apreendeu o celular do suspeito nesta segunda-feira (24), em sua residência, como parte do processo investigativo.
De acordo com o delegado Eduardo de Mendonça, a ação foi desencadeada por uma denúncia de organizações não governamentais (ONGs) dedicadas à proteção animal. “Estamos analisando as redes sociais e os dispositivos eletrônicos do jovem para determinar se houve outros sacrifícios de animais ou se o gato já estava morto no momento da postagem”, afirmou o delegado.
A imagem foi compartilhada em um grupo restrito de “melhores amigos” em uma rede social, mas foi capturada e enviada às autoridades competentes. Durante o depoimento, o suspeito alegou que o gato estava em estado terminal no momento do ritual e negou ter causado sua morte. O delegado informou que o jovem se identificou como satanista e teria utilizado o animal dentro de um contexto ritualístico.
Aspectos Legais do Sacrifício de Animais
A legislação brasileira, por meio da Lei de Crimes Ambientais, prevê penas que variam de três meses a um ano de detenção, além de multa, para quem comete atos de abuso, maus-tratos ou mutilação de qualquer animal, sejam eles silvestres, domésticos ou exóticos. Contudo, um conflito jurisprudencial permanece em relação às leis de proteção aos animais. Em 2019, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que o sacrifício de animais em cultos religiosos é constitucional, desde que realizado sem excessos ou crueldade.
A investigação continua em andamento, e a polícia busca esclarecer todos os detalhes do caso.










