O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, foi sancionado pelos Estados Unidos nesta quarta-feira (30) com base na Lei Magnitsky Global. A decisão ocorre poucos dias antes da entrada em vigor do tarifaço de 50% sobre produtos brasileiros.
Segundo o Departamento do Tesouro dos EUA, Moraes violou direitos humanos e promoveu censura, incluindo ordens a plataformas como X (ex-Twitter) e bloqueios de contas. Com a sanção, o ministro está proibido de entrar nos Estados Unidos, teve ativos bloqueados e não pode operar com bancos e empresas ligadas ao sistema financeiro norte-americano.
A medida, considerada grave, aumenta a tensão entre os dois países. O tarifaço anunciado por Donald Trump passa a valer em 1º de agosto e deve afetar cerca de 10 mil empresas brasileiras exportadoras.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o governo busca alternativas para evitar demissões e tenta negociar diretamente com autoridades americanas. Dentro do governo, a sanção é vista como interferência externa e risco à soberania nacional.
Com a crise internacional e os impactos econômicos do tarifaço, o Brasil enfrenta um momento de instabilidade diplomática e institucional.










