A Câmara de Vereadores de Joinville, em Santa Catarina, modificou recentemente as etiquetas utilizadas para identificar os tipos de café disponíveis na sede do Legislativo. A mudança ocorreu após uma sugestão enviada à Ouvidoria da Casa, que considerou inadequado o uso dos termos “preto doce” e “preto amargo”.
Segundo o presidente da Câmara, Diego Machado (PSD), a nomenclatura adotada anteriormente era usada apenas para facilitar a identificação entre o café adoçado e o sem açúcar, sem qualquer intenção discriminatória. No entanto, após a manifestação de um cidadão que solicitou alterações com base em práticas de linguagem mais inclusiva, a Casa optou por atualizar os rótulos.
A nova identificação nas garrafas passou a ser apenas “amargo”, removendo a referência à cor. A decisão dividiu opiniões entre os parlamentares. Enquanto alguns consideraram a mudança desnecessária, outros defenderam a importância de adequações que visem evitar interpretações equivocadas.
O caso repercutiu nas redes sociais e levantou debates sobre o uso de termos no cotidiano institucional, reforçando discussões sobre linguagem, sensibilidade e representação.











