O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) realizou, na manhã desta sexta-feira (23), a segunda fase da Operação Prontuário Frio, com o cumprimento de três mandados de busca e apreensão em Florianópolis, São José e Imaruí, em Santa Catarina.
A operação busca aprofundar as investigações sobre possíveis irregularidades na gestão do Hospital de Imaruí, envolvendo suspeitas de crimes contra a administração pública.
Conforme as apurações, teriam ocorrido lançamentos fraudulentos no sistema de informações hospitalares para viabilizar cobranças indevidas por internações custeadas com dinheiro público.
A investigação também apura possíveis pagamentos por serviços médicos que não teriam sido prestados, além do uso de recursos vinculados ao hospital para quitar despesas particulares e realizar repasses a terceiros sem vínculo comprovado com os serviços da instituição.
Materiais apreendidos serão analisados
Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos aparelhos eletrônicos, documentos físicos e digitais, além de registros contábeis e financeiros. O material será analisado para auxiliar na identificação da origem, da movimentação e da destinação dos recursos investigados.
Segundo o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), a nova fase foi motivada por provas e informações obtidas durante a primeira etapa da operação, realizada em maio, que permitiram identificar novas circunstâncias e possíveis outros envolvidos.
Primeira fase ocorreu em maio
Deflagrada em 27 de maio, a primeira fase da Operação Prontuário Frio investigou suspeitas de peculato e inserção de dados falsos em sistemas hospitalares, que poderiam ter provocado faturamentos indevidos em prejuízo à administração pública.
Na ocasião, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão em locais ligados ao hospital, empresas e residências nos municípios de Florianópolis, Imaruí, Imbituba e São José. Durante as diligências, uma pessoa foi presa em flagrante por posse ilegal de arma de fogo.
Hospital afirma colaborar com as autoridades
Em nota divulgada durante a primeira fase, o hospital afirmou que está colaborando com as autoridades e disponibilizando os documentos solicitados. A instituição também informou que os atendimentos e demais serviços hospitalares continuavam funcionando normalmente.
As investigações seguem sob sigilo judicial. As suspeitas ainda estão sendo apuradas e não representam, por si só, comprovação de culpa dos envolvidos.
**Fonte: Ministério Público de Santa Catarina (MPSC).




