A Polícia Civil de Santa Catarina registrou ao menos 14 investigações relacionadas a suspeitas de crimes sexuais contra crianças e adolescentes nos últimos dois meses em municípios do Planalto Norte catarinense. Os casos, divulgados nesta terça-feira (6), envolvem as cidades de Itaiópolis, Papanduva, Mafra e Monte Castelo.
As vítimas mencionadas nos procedimentos têm entre 8 e 16 anos. Conforme as apurações, parte das suspeitas envolve pessoas próximas das famílias, como padrastos, vizinhos e companheiros de familiares.
Segundo a Polícia Civil, algumas investigações já foram concluídas e encaminhadas ao Ministério Público e ao Poder Judiciário, enquanto outras continuam em andamento.
Casos envolvem crianças e adolescentes de diferentes idades
Em Papanduva, uma das investigações apura a aproximação considerada indevida entre um homem de 43 anos e uma adolescente de 13 anos. O caso chegou ao conhecimento da polícia após comunicações do Conselho Tutelar e da rede escolar. Durante as diligências, familiares e testemunhas foram ouvidos, e a Polícia Civil solicitou a produção antecipada de prova por meio de depoimento especial da adolescente.
Em Itaiópolis, um homem de 29 anos foi indiciado por suspeita de estupro de vulnerável contra uma adolescente de 13 anos. Conforme a investigação, ele seria vizinho da família e teria aproveitado os deslocamentos da menina para a escola para cometer os abusos. O inquérito reuniu mensagens telefônicas, imagens de câmeras de monitoramento, depoimentos e laudo médico-legal, sendo posteriormente encaminhado às autoridades competentes.
Outro procedimento em Papanduva envolve uma adolescente de 16 anos com atraso no desenvolvimento mental. A investigação aponta que um homem de 25 anos teria conhecido a jovem por meio de uma rede social e marcado um encontro. A apuração incluiu documentos médicos, laudos periciais e depoimentos.
Investigações também envolvem o ambiente familiar
Em Mafra, a Polícia Civil apura uma denúncia envolvendo uma menina de 8 anos. O suspeito seria companheiro da avó materna da criança. O homem foi interrogado e negou as acusações. O procedimento seguia em andamento, sob sigilo.
Outro caso no município envolve suspeitas de crimes sexuais no ambiente familiar. Segundo a investigação, um homem de 49 anos teria se aproveitado da proximidade com as vítimas. O caso resultou em medidas judiciais, incluindo prisão preventiva, busca e apreensão e produção antecipada de prova oral.
Em Monte Castelo, uma das investigações identificou seis vítimas pertencentes ao mesmo núcleo familiar. Conforme a Polícia Civil, um homem de 61 anos teria se aproveitado dos vínculos familiares e da convivência na mesma residência para praticar abusos ao longo dos anos.
As vítimas receberam acolhimento especializado e foram ouvidas durante a investigação. O suspeito também foi localizado e interrogado. Após a conclusão das diligências, o procedimento foi encaminhado à Justiça e ao Ministério Público.
Outras apurações continuam em andamento
Além dos casos já mencionados, a Polícia Civil investiga outras denúncias na região. Em Monte Castelo, uma apuração envolve suspeitas de abusos sexuais reiterados que teriam sido praticados por um padrasto contra uma vítima durante a infância.
Em Papanduva, outro procedimento apura uma suspeita de tentativa de estupro de vulnerável contra uma menina de 11 anos. O investigado seria padrasto da criança. Diante dos elementos apresentados, a Justiça determinou medidas protetivas, incluindo o afastamento do homem da residência e a proibição de aproximação e contato com a vítima.
Ainda em Papanduva, uma investigação envolve uma adolescente estrangeira de 14 anos. Conforme as informações divulgadas, a gestação teria ocorrido antes da entrada da jovem no Brasil, levando a Polícia Civil a analisar questões relacionadas à competência para apurar os fatos.
Já em Itaiópolis, uma investigação iniciada após a comunicação de um possível sequestro de uma adolescente de 12 anos passou a apurar uma suspeita de violência sexual. A menina foi localizada durante as diligências, um jovem de 18 anos foi interrogado e um aparelho celular foi apreendido para perícia.
Polícia reforça a importância da proteção às vítimas
Os procedimentos estão em diferentes fases, e as suspeitas devem ser analisadas conforme os elementos reunidos em cada investigação e as decisões das autoridades competentes.
A identidade das vítimas é preservada em razão da idade e da natureza dos crimes investigados.
Fonte: Polícia Civil de Santa Catarina.
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