A superlotação nas salas de aula, a falta de vagas e os problemas estruturais nas escolas públicas de Araquari foram debatidos durante uma audiência pública promovida pela Comissão de Educação e Cultura da Alesc, realizada na noite de terça-feira (12), no auditório do Instituto Federal Catarinense (IFC).
O encontro reuniu comunidade escolar, estudantes, professores, famílias e representantes do poder público para discutir os desafios enfrentados pela educação no município, considerado um dos que mais crescem em Santa Catarina.
Segundo a presidente da Comissão de Educação da Alesc, a deputada estadual Luciane Carminatti, o crescimento acelerado da cidade não foi acompanhado pela ampliação da estrutura educacional. Atualmente, Araquari possui mais de 52 mil habitantes e enfrenta problemas como salas superlotadas, com turmas chegando a mais de 40 alunos.
Durante a audiência, estudantes relataram dificuldades para acompanhar as aulas devido ao excesso de alunos nas salas e ao calor intenso. Escolas como a EEB Professor Higino Aguiar e a EEB Titolívio Venâncio Rosa também foram citadas por apresentarem problemas semelhantes.
Representantes da educação afirmaram ainda que faltam professores, salas de aula e manutenção nas unidades escolares. Muitos profissionais estariam afastados por problemas relacionados ao estresse e à sobrecarga de trabalho.
A Secretaria de Estado da Educação informou que existe o planejamento para a construção de uma nova escola em Araquari, com capacidade para atender cerca de 1.400 alunos.
Já representantes da Prefeitura afirmaram que novas unidades estão sendo construídas e que a gestão busca ampliar a contratação de profissionais para atender a demanda crescente da cidade.
Ao final da audiência, a Comissão de Educação da Alesc informou que pretende acompanhar as ações do município e cobrar medidas para melhorar a estrutura da educação pública em Araquari.










