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Caso da criança que se afogou em abrigo de Araquari expõe responsabilidades e cobra respostas das autoridades.

A morte de uma criança de 1 ano e 10 meses  após se afogar na piscina de um abrigo levanta questionamentos graves sobre a atuação dos órgãos responsáveis pela proteção infantil no município. O caso envolve diretamente três frentes: a Assistência Social, o Conselho Tutelar e a instituição de acolhimento onde a criança estava abrigada.
Até o momento, a única medida foi o afastamento dos funcionários do abrigo. A decisão, no entanto, não responde às principais dúvidas que cercam o caso e gera indignação ao atingir apenas a ponta mais frágil da cadeia de responsabilidades.
Quem autorizou a retirada da criança da família? Qual foi a avaliação técnica que embasou essa decisão? O Conselho Tutelar apenas cumpriu uma ordem ou participou ativamente da definição do acolhimento? Quem realizou o transporte da criança até o abrigo e em quais condições? E, principalmente, quais protocolos de segurança eram exigidos e fiscalizados pela Assistência Social dentro da instituição?
Essas perguntas seguem sem respostas oficiais claras. O afastamento de funcionários não encerra o debate e tampouco esclarece se houve falha estrutural, negligência administrativa ou omissão de órgãos públicos responsáveis pela fiscalização e acompanhamento do acolhimento.
O caso exige transparência, apuração rigorosa e responsabilização em todos os níveis, do processo que autorizou a retirada da criança do convívio familiar até a gestão e fiscalização do abrigo. A sociedade cobra respostas concretas e não aceita que a responsabilização recaia apenas sobre trabalhadores que executavam ordens dentro de um sistema que falhou.
Enquanto isso, Araquari aguarda posicionamentos firmes da Justiça, do Ministério Público e dos órgãos envolvidos, para que a verdade venha à tona e para que tragédias como essa não se repitam.

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