Com a chegada da alta temporada de verão, turistas e banhistas têm relatado uma série de abusos nas praias de Itapema, Porto Belo e Bombinhas, no Litoral Norte de Santa Catarina. O principal problema apontado é a ocupação excessiva da faixa de areia por guarda-sóis e estruturas ligadas a comércios privados, prática que tem limitado o uso do espaço público e gerado revolta entre visitantes e moradores.
Em diversos pontos das praias, áreas que deveriam ser de livre acesso estão sendo tomadas por equipamentos explorados comercialmente, obrigando banhistas a disputar pequenos espaços ou a consumir para poder permanecer no local. A situação tem se repetido diariamente durante a temporada, sem que haja, até o momento, manifestação ou ação efetiva de órgãos públicos responsáveis pela fiscalização.
Turistas afirmam que se sentem prejudicados e abandonados, relatando a sensação de “ver navios” diante da ausência de controle e organização. A crítica mais recorrente é que, após o fim da temporada, não adianta discursos contrários a esse tipo de prática se, no momento em que os abusos ocorrem, não há fiscalização nem medidas concretas.
A ocupação irregular da faixa de areia fere o princípio de que as praias são bens públicos de uso comum, garantidos por lei. Enquanto a temporada segue intensa, cresce a cobrança por ações imediatas que garantam o direito de ir e vir, o uso igualitário do espaço e o respeito aos turistas e moradores que frequentam o litoral catarinense.












