A Prefeitura de Araquari anunciou para outubro de 2025 o chamado Mês da Causa Animal, com castrações, feira de adoção, concurso fotográfico e a tradicional Cãominhada. Apesar da divulgação, moradores e protetores independentes questionam se as iniciativas realmente refletem compromisso com os animais ou se tratam apenas de uma estratégia de marketing para melhorar a imagem da administração.
Segundo relatos da comunidade, a realidade dos cães e gatos abandonados nas ruas de Araquari continua grave. Animais doentes, feridos ou em situação de risco não recebem acolhimento da Fundema ou do Centro de Castração, que frequentemente alegam não ter competência para resgates. Muitas vezes, o trabalho acaba recaindo sobre voluntários e protetores, que atuam sem apoio financeiro e com recursos próprios.
Críticos destacam que mutirões pontuais de castração, embora importantes, não solucionam a falta de políticas públicas permanentes. Além disso, eventos como concursos fotográficos e arrecadações de tampinhas são vistos por parte da população como distrações diante do problema estrutural da superpopulação de animais de rua.
Para quem lida diariamente com situações de maus-tratos e abandono, as medidas anunciadas em outubro não passam de ações isoladas e insuficientes. “Quando precisamos de ajuda para um resgate, a resposta é sempre que não podem fazer nada. Mas quando chega a época de campanha e evento, aparecem para fazer propaganda”, comenta uma moradora.
Assim, cresce o questionamento: o Mês da Causa Animal realmente representa um avanço para os animais de Araquari ou serve apenas como vitrine política para mascarar a ausência de soluções efetivas?











