Crianças com necessidades especiais em Araquari enfrentam dificuldades para receber atendimento pelo SUS. Um dos casos envolve um garoto que aguarda há 1 ano e 8 meses pelas terapias essenciais para o tratamento do autismo, como fonoaudiologia, terapia ocupacional e acompanhamento psicológico.
Apesar de já possuir o laudo médico de autismo ao ser cadastrado, ele foi inserido na fila como atendimento comum. Há 8 meses, a família registrou um chamado na ouvidoria, que até o momento não recebeu resposta. Tentativas de contato com a Secretaria de Saúde, Assistência Social e até o gabinete do prefeito também não foram atendidas.
“É frustrante ver que, mesmo com todos os documentos e diagnósticos, meu filho ainda não tem previsão de começar suas terapias”, relata a mãe da criança, que prefere não se identificar. Segundo familiares, a situação evidencia a falta de organização e atenção no sistema de saúde municipal.
O caso reflete um problema maior na cidade, onde famílias de crianças especiais enfrentam longas filas e falta de respostas, prejudicando o desenvolvimento e a qualidade de vida dos pacientes.











