Nos últimos dias, algumas páginas de notícias têm publicado matérias tendenciosas que generalizam o uso de motos elétricas, associando os veículos a atos de irresponsabilidade cometidos por menores de idade. Esse tipo de abordagem, além de injusta, ignora a realidade de milhares de pessoas que utilizam motos elétricas de forma consciente e necessária.
Muitos cidadãos dependem desse meio de transporte para trabalhar, economizar combustível ou até mesmo por limitações físicas, como problemas de visão que impedem a obtenção da CNH. Generalizar e criminalizar todos os usuários é uma forma rasa de fazer jornalismo, que mais parece busca por curtidas do que compromisso com a informação.
Ao invés de reforçar estereótipos, seria mais produtivo cobrar ações reais de fiscalização por parte do poder público. Onde estão os vereadores que vivem de marketing subindo morro correndo para ganhar engajamento nas redes? Por que não propõem leis sérias para punir menores infratores que colocam vidas em risco com manobras perigosas nas ruas?
O debate sobre segurança no trânsito precisa de seriedade, e não de manchetes sensacionalistas. Fiscalização eficaz e políticas públicas equilibradas são o caminho para melhorar a convivência urbana sem atacar quem apenas busca uma alternativa de mobilidade.












