Uma moradora de Araquari denunciou nesta segunda-feira (16) a negativa de atendimento a seu filho na Unidade Básica de Saúde Genny. Segundo o relato, a criança apresentava saturação de oxigênio em 94%, valor que pode indicar comprometimento respiratório e requer avaliação imediata, especialmente em casos pediátricos.
De acordo com a denúncia, os funcionários da unidade afirmaram que o atendimento não seria feito na UBS, alegando que o caso deveria ser direcionado ao Pronto Atendimento (P.A.). Além disso, teriam informado que o médico da unidade não atenderia a criança por estar com a agenda cheia.
Diante da negativa, a mãe decidiu ir até a sala do médico para relatar a gravidade da situação pessoalmente. Ao tomar conhecimento direto do caso e verificar a condição da criança, o médico prontamente realizou o atendimento, contrariando a orientação inicial repassada pelos funcionários da recepção.
A mãe, revoltada com a conduta dos servidores, relatou ainda o tratamento desrespeitoso recebido: “Tratam a gente como bicho aqui”, afirmou.
Segundo os protocolos do Sistema Único de Saúde (SUS), unidades básicas de saúde devem acolher e avaliar todos os pacientes que procuram atendimento, independentemente de agenda cheia ou da classificação inicial de urgência. Mesmo em casos que necessitam de encaminhamento ao P.A., é dever da UBS garantir a triagem, orientação e, quando possível, o atendimento inicial.
O caso gerou indignação entre os moradores e levanta questionamentos sobre a conduta das equipes de atendimento e a gestão da saúde pública no município. Até o momento, a Prefeitura de Araquari não se manifestou oficialmente sobre o ocorrido.
A mãe fez questão de agradecer ao médico da unidade, que, ao compreender a gravidade do caso, agiu com responsabilidade e humanidade ao atender prontamente a criança.











