A moradora Daiane, vive uma verdadeira saga desde que sofreu um grave acidente em julho de 2024. Ela fraturou a perna em três lugares e passou por cirurgia no Hospital São José. Desde então, enfrenta uma longa espera por retorno médico e sente-se abandonada pelo sistema público de saúde.
Segundo Daiane, sua última consulta ocorreu em novembro do ano passado. Na ocasião, o médico orientou um retorno após três meses — o que deveria ter acontecido em fevereiro deste ano. Desde então, ela tem buscado atendimento incansavelmente, sem sucesso.
“Fui ao posto de saúde e me mandaram procurar a Secretaria de Saúde. Lá, disseram que o caso era com o São José. No hospital, afirmaram que não era com eles, e que eu deveria ter tido a consulta em fevereiro, mas nada foi agendado”, relata.
Ela também afirma que, ao entrar em contato por telefone com a Secretaria de Saúde, foi atendida com grosseria e ouviu que nada poderia ser feito: teria que aguardar uma cota para conseguir a consulta.
“Enquant isso, estou sem receber do INSS, porque não consigo dar andamento no processo sem laudo médico atualizado. Sou mãe solo, não tenho outra fonte de renda, e ainda não posso trabalhar porque nem consigo andar direito”, desabafa.
Para Daiane, a situação da saúde pública em Araquari está em colapso. “A saúde aqui está um caos. Ninguém se importa. Me sinto invisível”, afirma.
O caso evidencia a dificuldade de acesso a serviços básicos de saúde e a falta de comunicação entre os órgãos responsáveis. Até o momento, Daiane segue aguardando a marcação da consulta para poder retomar seu tratamento e garantir seus direitos como cidadã.











