O relatório do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) trouxe à tona detalhes inéditos sobre o acidente aéreo ocorrido em julho de 2024, em São Francisco do Sul, Santa Catarina, que causou a morte do piloto Eliseu Hupalovski e do aviador Rogério Jair Raulino. A investigação apontou diversas irregularidades envolvendo tanto os ocupantes quanto a aeronave.
De acordo com o documento, o piloto possuía licenças de Piloto Privado e Piloto Desportivo, mas sua habilitação para operar girocópteros estava suspensa desde abril de 2020. Além disso, o Certificado Médico Aeronáutico estava vencido desde maio de 2019, desrespeitando as normas exigidas para voos regulares.
O girocóptero envolvido na tragédia também apresentava sérias falhas legais. A aeronave não estava registrada no Registro Aeronáutico Brasileiro e não possuía o Certificado de Autorização de Voo Experimental, necessário para esse tipo de operação. Não havia, ainda, nenhum vínculo da aeronave como veículo ultraleve no nome do piloto. O modelo também não era certificado para voar sob condições meteorológicas adversas.
Segundo a legislação vigente, para que um girocóptero possa operar de forma regular, ele precisa ter documentação completa, incluindo matrícula, certificado de aeronavegabilidade e autorização específica para voo.
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