A visita de Lula (PT) ao Porto de Itajaí, em Santa Catarina, na tarde desta quinta-feira (29), foi marcada por um clima de tensão, protestos e polêmicas. Apesar da cerimônia oficializar a retomada das operações do porto sob gestão federal, o evento ficou marcado principalmente pelas vaias e rejeição de parte do público presente.
Lula desembarcou no aeroporto de Navegantes e seguiu de helicóptero até o porto, onde participou do ato acompanhado de ministros e autoridades federais. No entanto, o ambiente ficou tenso quando o superintendente do porto, João Paulo Tavares Bastos, foi vaiado ao mencionar a ausência do governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), que não enviou representantes para o evento.
Outro ponto de controvérsia foi a presença de Wesley Batista, acionista da JBS, empresa envolvida em escândalos de corrupção e acordos judiciais nos últimos anos, o que gerou críticas e desconforto entre parte dos participantes.
Nas redes sociais, vídeos que viralizaram mostram a insatisfação da oposição e moradores locais. O vereador Vitor Nascimento afirmou que a população de Itajaí não participou do evento e que o público presente teria sido mobilizado por caravanas organizadas de fora da cidade. Ele classificou o evento como “vergonhoso” e declarou que “Itajaí não recebeu o ex-presidiário”.
O episódio evidencia a divisão política e social que acompanha a passagem de Lula por Santa Catarina, especialmente em momentos importantes como o do Porto de Itajaí.











