Uma grave crise interna ameaça a estabilidade do Primeiro Grupo Catarinense (PGC), maior facção criminosa de Santa Catarina. Conflitos entre líderes do alto escalão colocam em risco a segurança pública e podem provocar uma nova onda de violência nas ruas do estado.
Documentos internos obtidos com exclusividade revelam que o PGC vive uma disputa intensa por poder. Duas alas rivais divulgaram, no dia 17 de maio de 2025, documentos oficiais conhecidos como “PF” (Parecer Final), nos quais decretam punições e expulsões dentro da própria facção criminosa.
Disputa no topo da facção PGC
O primeiro documento, assinado por membros identificados como Mandela e Caçula, representantes do chamado “Primeiro Ministério”, decreta a expulsão de integrantes acusados de traição e tentativa de golpe. Entre os alvos estão criminosos com atuação em áreas estratégicas como Bela Vista (São José), Costeira e Vila Nova.
No segundo documento, publicado quase ao mesmo tempo, os papéis se invertem: Mandela e Caçula são acusados de agir em benefício próprio, manipular decisões internas e vazar informações comprometedoras. Ambos os lados afirmam ter o apoio da unidade prisional de São Pedro de Alcântara (SPA), considerada o centro de comando do PGC.
Autoridades monitoram possível escalada de violência em SC
A Diretoria de Inteligência e Informação da Polícia Penal de Santa Catarina (DINF) confirmou, em nota interna, a existência da disputa interna no PGC. O órgão alerta para o risco de confrontos dentro e fora dos presídios, recomendando atenção máxima aos agentes penitenciários.
A guerra interna no PGC aumenta o risco de rebeliões, ataques coordenados e execuções motivadas por rixas internas.










